Governo do DF solicita exclusão de imóveis da lei de capitalização do BRB alegando erros e questões ambientais
O Governo do Distrito Federal (GDF) protocolou um pedido na Câmara Legislativa do DF (CLDF) para a retirada de dois imóveis públicos da lei que estabeleceu medidas para a capitalização do Banco de Brasília (BRB). A solicitação, oficializada nesta segunda-feira, 27, foi feita pela governadora Celina Leão (PP), com o objetivo de excluir a Gleba A da Serrinha do Paranoá e uma propriedade localizada no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) da lista.
A justificativa apresentada pela Secretaria de Economia, segundo documento anexo ao pedido, aponta para a necessidade de correção de um equívoco na indicação das áreas. O texto oficial reitera que os imóveis em questão não teriam a capacidade de suprir o objetivo central da lei, que é recompor, reforçar ou expandir o patrimônio líquido e o capital social da instituição financeira.
Celina Leão já havia demonstrado intenção de remover a área da Serrinha do Paranoá do processo de capitalização desde o início de sua gestão. Na época, a governadora destacou a importância ambiental da região.
“A questão ambiental é séria. Isso poderia contaminar os demais ativos para capitalização do BRB e manter o questionamento na Justiça. A área precisa ser preservada, tem muitas nascentes ali.”
As declarações foram concedidas ao portal Metrópoles, enfatizando que a preservação ambiental na Serrinha do Paranoá é um fator crucial.
A atual revisão ocorre em um momento delicado para o BRB, que enfrenta o que é descrito como a pior crise financeira de sua história, marcada por prejuízos decorrentes de operações envolvendo o Banco Master. Uma auditoria interna, comissionada pela nova administração do banco, indicou que aproximadamente R$ 13,3 bilhões em carteiras de crédito adquiridas apresentavam ausência total ou substancial de lastro.
Diante deste cenário de instabilidade, o BRB busca ativamente estratégias para fortalecer seu capital e liquidez. Entre as iniciativas em curso, está a busca por um empréstimo de R$ 6,6 bilhões, utilizando bens do GDF como garantia, além da negociação para venda de ativos.
