Tendência multiuso dita o futuro de strip malls em SP
O mercado imobiliário em São Paulo testemunha uma transformação significativa, com empreendimentos de uso misto registrando um expressivo aumento de 131% em recursos destinados. Essa mudança estrutural reflete uma nova demanda por habitação, trabalho e consumo, consolidando os projetos multiuso como a tipologia mais resiliente e rentável da atualidade.
A convergência para o modelo multiuso atende à necessidade de otimização do tempo de deslocamento urbano e ao crescente apelo pela sustentabilidade em grandes metrópoles. O adensamento planejado surge como solução para mitigar os gargalos históricos de mobilidade.
Evolução e performance dos ativos multiuso
Marcos Saad, sócio-fundador da MEC Malls, destaca que a evolução do formato dos strip malls é uma exigência do cenário atual. “Os ativos multiuso estão vencendo o jogo na performance do mercado imobiliário moderno, superando de forma consistente a rentabilidade e a resiliência de espaços tradicionais”, afirma Saad.
Um exemplo prático dessa estratégia é o empreendimento Villa Multimall, gerido pela MEC Malls em Santa Bárbara d’Oeste, interior de São Paulo. O local integra serviços, lojas, escola, torres residenciais, restaurantes e cinema em um único espaço, exemplificando a sinergia dos complexos multiuso.
Strip malls como polos de convivência e conveniência
A tendência multiuso impacta também as estruturas tradicionais do varejo. Dados da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) apontam os conceitos multiuso como pilar estratégico para expansão e modernização. Mário Thurler, também sócio-fundador da MEC Malls, reforça essa visão:
“os strip malls não operam mais como apenas um espaço de compras. Eles se consolidam cada vez mais como locais de convivência e conveniência, mesclando torres corporativas, residenciais e de serviços em seu entorno.”
Estudos da consultoria Urban Systems indicam que o desenvolvimento desses empreendimentos exige um planejamento estratégico de longo prazo, com projeções de até 30 anos. A análise deve focar na integração urbana, na sinergia entre os produtos oferecidos e na mitigação de riscos.
