Preços de imóveis saltam 5,63% em 12 meses e superam a inflação; confira as cidades mais caras

Mercado imobiliário em 2026: alta expressiva supera a inflação

Os preços dos imóveis no Brasil apresentaram uma aceleração notável, acumulando uma alta de 5,63% em 12 meses. Este desempenho não só demonstra a força do mercado imobiliário, mas também supera os índices de inflação do período, como o IGP-M/FGV (+0,61%) e o IPCA (+4,62%), segundo o Índice FipeZAP de Venda Residencial. A valorização foi registrada até abril de 2026, com um aumento de 0,51% somente no último mês, superando os avanços de janeiro (0,20%), fevereiro (0,32%) e março (0,48%).

A dinâmica do mercado aponta para uma preferência por unidades menores, que exibem maior liquidez e valorização. O metro quadrado de apartamentos de um dormitório alcança, em média, R$ 11.923, enquanto unidades com dois dormitórios apresentam um valor médio inferior de R$ 8.778. Essa tendência reflete as mudanças nas demandas e prioridades dos compradores no cenário atual.

Valorização abrangente e cidades no topo do ranking

A valorização imobiliária em abril de 2026 foi um fenômeno abrangente, com 55 das 56 cidades monitoradas pela pesquisa registrando aumentos. Vitória (ES) lidera o ranking das capitais com o metro quadrado mais caro, custando R$ 14.818/m². Em seguida, aparecem Florianópolis (SC), com R$ 13.208/m², e São Paulo (SP), a R$ 12.019/m². Por outro lado, Belém (PA) foi a única capital a registrar queda mensal (-0,42%), embora ainda apresente a maior alta acumulada no primeiro quadrimestre (4,46%). O preço médio ponderado para as 56 cidades pesquisadas fechou abril em R$ 9.769/m².

As cidades mais caras do Brasil em abril de 2026

O destaque no ranking das cidades com o metro quadrado mais caro em abril de 2026 fica com Santa Catarina, que emplaca quatro cidades entre as cinco primeiras posições. Veja a lista:

  • Balneário Camboriú (SC): R$ 15.185/m² (+0,25% mensal)
  • Itapema (SC): R$ 15.179/m² (+0,70% mensal)
  • Vitória (ES): R$ 14.818/m² (+1,48% mensal)
  • Florianópolis (SC): R$ 13.208/m² (+0,78% mensal)
  • Itajaí (SC): R$ 13.166/m² (+0,02% mensal)
  • Barueri (SP): R$ 12.027/m² (+1,28% mensal)
  • São Paulo (SP): R$ 12.019/m² (+0,19% mensal)
  • Curitiba (PR): R$ 11.694/m² (+0,62% mensal)
  • Rio de Janeiro (RJ): R$ 10.939/m² (+0,34% mensal)
  • Vila Velha (ES): R$ 10.920/m² (+1,69% mensal)
  • Belo Horizonte (MG): R$ 10.663/m² (+0,39% mensal)
  • Brasília (DF): R$ 10.090/m² (+0,87% mensal)
  • Maceió (AL): R$ 9.908/m² (+1,03% mensal)
  • São Caetano do Sul (SP): R$ 9.616/m² (+0,22% mensal)
  • Fortaleza (CE): R$ 9.350/m² (+1,04% mensal)
  • São José dos Campos (SP): R$ 9.271/m² (+0,67% mensal)
  • São José (SC): R$ 9.021/m² (+0,72% mensal)
  • Belém (PA): R$ 8.882/m² (-0,42% mensal)
  • Osasco (SP): R$ 8.485/m² (+0,46% mensal)
  • Salvador (BA): R$ 8.385/m² (+1,22% mensal)

Este cenário do Índice FipeZAP de Venda Residencial em abril de 2026 confirma a robustez do mercado imobiliário, com uma valorização consolidada que protege o poder de compra dos investidores e proprietários, oferecendo um panorama positivo para o setor.

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