Construtora Entra na Justiça Exigindo Imóvel de Luxo de Ex-Presidente do BRB Após Suposto Calote Milionário

Construtora Conbral ajuíza ação judicial para reaver imóvel de luxo pertencente ao ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa após calote

A Construtora Conbral, pioneira no Distrito Federal, moveu uma ação judicial com o objetivo de rescindir o contrato de venda de um apartamento de luxo. O beneficiário do imóvel, localizado no Residencial Ennius Muniz, no bairro Noroeste, é Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). As unidades do residencial de alto padrão variam de 291m² a 590m², com valores entre R$ 5 milhões e R$ 7 milhões.

No início de 2025, quando o contrato foi assinado, aproximadamente R$ 2,5 milhões foram pagos à construtora, representando 50% do valor total da unidade 304. O restante do pagamento, que deveria ter sido quitado em 60 dias diretamente ao BRB, responsável pelo financiamento do empreendimento, não foi efetuado. A Conbral afirmou que não tinha conhecimento de que a transação estaria ligada a atos ilícitos e que descobriu, pela imprensa, que a compra do imóvel estaria envolvida em negociações de Paulo Henrique Costa com Daniel Vorcaro, do banco Master.

Após tomar conhecimento das circunstâncias da negociação, a construtora realizou, por iniciativa própria, uma auditoria contábil. O objetivo era comprovar que o valor do apartamento, negociado com o ex-presidente do BRB, não foi subavaliado nem superavaliado. A ação de rescisão contratual tramita na 11ª Vara Cível de Brasília.

Paulo Henrique Costa demonstrou interesse na compra do apartamento 304 em novembro de 2024, após visitar a obra do residencial acompanhado por um corretor. Em dezembro, ele comunicou a intenção de criar uma holding patrimonial para formalizar a compra. Em janeiro de 2025, solicitou a minuta do contrato e, posteriormente, informou que a advogada Thaisa Menzato passaria a gerenciar a transação. Segundo a Polícia Federal, empresas de fachada, fundos da Reag Investimentos e laranjas foram utilizados para ocultar o patrimônio, que não chegou a ser registrado em nome de Paulo Henrique.

A negociação seguiu até agosto, quando o corretor questionou sobre a entrega das chaves e o pagamento do saldo devedor. A representante informou que aguardava recursos para a quitação. A partir de outubro, o contato com os representantes de Costa foi interrompido. Em novembro, Paulo Henrique foi afastado da presidência do BRB por determinação judicial, sob suspeita de gestão fraudulenta que beneficiaria Daniel Vorcaro.

Mensagens trocadas entre Paulo Henrique Costa e Daniel Vorcaro revelaram a negociação de imóveis em Brasília e São Paulo, avaliados em R$ 146 milhões. Esses bens teriam sido tratados como contrapartida na operação de compra de parte do Banco Master. O conteúdo dessas conversas embasou a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou a prisão preventiva de Costa.

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