Boom imobiliário: Aracaju se mantém como um polo de atratividade no Nordeste em 2026

Aracaju reafirma seu status como um polo de atratividade imobiliária no Nordeste. A capital sergipana figura em destaque no Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil) referente ao 3º trimestre de 2025, consolidando um cenário de crescimento e relevância nacional para a região.

O cenário nordestino, em geral, apresentou um trimestre de forte expansão, com Fortaleza (CE) liderando pela primeira vez o segmento de Padrão Econômico. A força de Aracaju, no entanto, é um indicativo de maturidade e planejamento estratégico do mercado local, capturando demanda real de forma eficiente.

Fortaleza lidera demanda econômica, mas Nordeste brilha

O estudo, realizado pela CV CRM em parceria com o Ecossistema Sienge, Grupo Prospecta e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), analisou 79 cidades brasileiras. Fortaleza (CE) assumiu a ponta no segmento de Padrão Econômico (imóveis de R$ 115 mil a R$ 575 mil). Contudo, o Nordeste demonstrou um crescimento pulverizado em todos os padrões de imóveis.

Capitais como Recife (PE), que subiu para a 5ª posição, e Salvador (BA), alcançando a 6ª colocação, reforçaram o protagonismo regional no Padrão Econômico. São Luís (MA) também apresentou ascensão significativa, atingindo o 14º lugar.

Salvador e Recife destacam-se no médio e alto padrão

No segmento de Médio Padrão, Salvador (BA) foi um dos grandes destaques, saltando oito posições e conquistando o 4º lugar. Já o Alto Padrão mostrou a força de Recife (PE) e Fortaleza (CE) entre os cinco primeiros colocados.

Natal (RN) registrou o maior salto trimestral nesse segmento, subindo da 60ª para a 24ª posição. Maceió (AL) e Salvador (BA) também tiveram altas expressivas, beneficiadas pela atratividade de novos empreendimentos e a melhora na dinâmica econômica.

Aracaju: consistência e demanda robusta

Aracaju se manteve firme na 7ª posição no ranking de Padrão Econômico, superando importantes mercados do Sudeste e Sul. Essa colocação evidencia uma demanda local robusta e consistente no segmento de habitação de maior volume.

Fábio Garcez, CEO do CV CRM, explica que a performance do Nordeste está ligada à eficiência em capturar a demanda real. “A análise mostra que a alta atratividade está ligada à melhora nos indicadores de Dinâmica Econômica e, crucialmente, na Demanda Direta e Atratividade de Novos Lançamentos”, pontua.

Com essa abordagem, o mercado reduz o risco de projetos se tornarem estoque. “Isso significa que os empreendimentos estão sendo planejados e vendidos com base em uma visão clara da expectativa do cidadão. É um movimento de maturidade que garante mais previsibilidade e segurança para o setor”, complementa Garcez.

Os dados do IDI Brasil, utilizados na análise, baseiam-se em informações de transações reais e leads gerados pelo CV CRM, oferecendo um retrato preciso da saúde do mercado imobiliário na região.

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