Turismo brasileiro em alta impulsiona mercado imobiliário com foco em investimentos estrangeiros
O setor de turismo no Brasil tem experimentado um crescimento expressivo em nível mundial, o que se reflete diretamente no mercado imobiliário do país. Esse cenário tem atraído considerável interesse de compradores estrangeiros, que veem nas propriedades uma oportunidade de investimento além da simples aquisição de um local para hospedagem. CdB reportou este fenômeno em meados de julho de 2026.
Regiões de destaque como a Zona Sul do Rio de Janeiro e o litoral de Santa Catarina têm observado um aumento substancial na demanda por imóveis por parte de cidadãos de outros países. O interesse transcende a necessidade de acomodação, sendo cada vez mais encarado como uma aplicação financeira vantajosa. Este aquecimento, contudo, também contribui para a elevação dos preços de aluguel, o que pode gerar pressão por futuras regulamentações.
Os números recentes reforçam a tendência. Em 2025, o Brasil atingiu a marca recorde de 9,2 milhões de visitantes internacionais. Nos primeiros cinco meses de 2026, o país já havia recebido 4,9 milhões de turistas estrangeiros, demonstrando uma recuperação e um interesse crescente por estadias no território nacional, especialmente no período pós-pandemia.
Cidades como Rio de Janeiro e Florianópolis têm sido polos de atração para profissionais que trabalham remotamente, incluindo nômades digitais. A prefeitura do Rio de Janeiro, inclusive, implementou em 2021 um programa específico para atrair este perfil de trabalhador.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio), Claudio Hermolin, destacou os avanços observados no mercado.
Os avanços nas vendas são identificados principalmente nos imóveis compactos recém-lançados. Em Ipanema e no Leblon, pesquisas mostram que 30% dessas unidades foram comercializadas para estrangeiros.
