RBVA11 fecha dois contratos com empresa de self-storage e reduz vacância para 4,9%

RBVA11 firma novos contratos e diminui taxa de vacância

O fundo imobiliário Rio Bravo Renda Varejo (RBVA11) anunciou a assinatura de dois contratos de locação com a empresa M3 Storage. Os acordos visam preencher imóveis que estavam vagos no portfólio do fundo, localizados em Santos (SP) e no bairro Bom Retiro, em São Paulo (SP). Essa iniciativa estratégica resultou na redução da taxa de vacância do RBVA11 para 4,9%.

A M3 Storage, que já é inquilina do fundo em outra propriedade, expande sua presença, elevando a participação do segmento de self-storage na carteira do RBVA11 para 1,4%. A operação, divulgada em fato relevante, demonstra um movimento de concentração do fundo neste nicho de mercado em expansão.

Detalhes dos novos contratos

Os imóveis locados pela M3 Storage possuem características distintas. O imóvel em Santos, situado na Praça Visconde de Mauá, conta com uma área de 4.505 m². Já a unidade localizada na capital paulista, na Rua dos Italianos, possui 521 m². Ambos estavam desocupados antes da formalização dos contratos.

Os acordos têm um prazo de cinco anos, com validade até junho de 2031. A remuneração estabelecida é variável, calculada com base em um percentual da receita bruta mensal gerada pelos depósitos. Em caso de rescisão antecipada, a M3 Storage precisa cumprir condições específicas, como aviso prévio de seis meses e devolução proporcional do ‘cash allowance’ concedido.

O portfólio do RBVA11 em 2026

O fundo imobiliário da Rio Bravo, conforme dados recentes, abrange 74 imóveis distribuídos por todo o Brasil, totalizando 305,4 mil m² de área bruta locável (ABL). Atualmente, o portfólio conta com 28 inquilinos diversos.

Em maio de 2026, o RBVA11 registrava aproximadamente 92,6 mil cotistas, um patrimônio líquido de R$ 1,66 bilhão e valor de mercado em torno de R$ 1,50 bilhão. Isso indica que o fundo negociava com um certo desconto em relação ao seu valor patrimonial, com o valor patrimonial por cota em R$ 10,65 e a cota fechando em R$ 9,63, resultando em um P/VP de cerca de 0,90.

A carteira do fundo é composta por três segmentos principais:

  • Imóveis de varejo tradicional (54,5%)
  • Imóveis educacionais (23,2%)
  • Imóveis de varejo premium (21,4%)

A concentração geográfica da receita se mantém no Sudeste (88,1%), com São Paulo respondendo por 59% do total. A indexação dos aluguéis, majoritariamente corrigida pelo IPCA (70,2%), e em parte pelo IGP-M (29,8%), busca manter o poder de compra diante da inflação.

Desempenho e dividendos do fundo

Em maio, o RBVA11 distribuiu R$ 0,09 por cota, em linha com o direcionamento da gestão. Projetando o preço da cota, o fundo apresentava um dividend yield anualizado de 11,2%.

O resultado operacional do período foi impulsionado pelo recebimento de cerca de R$ 6,25 milhões em multas, acordos de desocupação e indenizações. Há ainda uma expectativa de recebimento adicional de R$ 2,75 milhões em julho de 2026, reforçando a saúde financeira do fundo.

No pregão desta segunda-feira (29), a cota do RBVA11 operava em alta de 0,55%, negociada a R$ 9,06. No acumulado dos últimos 12 meses, as cotas registraram uma valorização de 5,9%.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *