Da primeira venda à pé ao sucesso no mercado imobiliário do DF
A jornada no mercado imobiliário do Distrito Federal é repleta de desafios e oportunidades. Para muitos, o início é marcado por dificuldades e a necessidade de superação. Daniel Conde, empresário atuante no setor e pré-candidato à Câmara Legislativa, compartilha sua trajetória, que começou com a primeira venda realizada literalmente a pé. Sua história serve de inspiração para quem busca construir um nome e alcançar o sucesso em um dos setores mais dinâmicos da economia da capital federal.
Conde detalha como a persistência, a construção de confiança e o foco nas relações interpessoais foram fundamentais para sua ascensão. Ele ressalta que o mercado imobiliário, embora concorrido, oferece um caminho de valorização contínua para quem sabe navegar em seus ciclos.
Origens e a chegada a Brasília
A família de Daniel Conde tem raízes empreendedoras que remontam ao início do século XX, com descendentes de italianos e espanhóis. Seu pai, Fernando Conde, chegou a Brasília em 1958, ainda jovem, e construiu uma sólida carreira no Senado Federal, onde se tornou um servidor público de destaque, conhecido como “Conde”. Daniel cresceu em Brasília na década de 1980, um período de tranquilidade e segurança na cidade.
“Eu acredito que Brasília é uma cidade que começou em 1960, mas existiram pessoas que chegaram antes, que é o caso da minha família”, relata Conde, evidenciando a ligação histórica de sua família com o desenvolvimento da capital.
O início no empreendedorismo e no mercado imobiliário
Desde cedo, Daniel Conde demonstrou aptidão para os negócios, com suas primeiras transações ocorrendo na escola, vendendo itens como figurinhas e canetas. A adolescência foi marcada pela compra e venda de bicicletas e carros, e ele chegou a empreender em outros setores, como padaria e confeitaria, antes de se dedicar integralmente ao mercado imobiliário.
Aos 21 anos, um convite o levou a conhecer o setor imobiliário, e ele se apaixonou pela dinâmica do mercado. Apesar de um início desafiador em um ambiente já concorrido, Conde encontrou na área uma oportunidade de conhecer pessoas, construir relacionamentos e, consequentemente, fazer negócios. A filosofia de “primeiro você faz amigos, depois você faz negócios” tornou-se um pilar em sua carreira.
Construindo confiança em um mercado de altos valores
Daniel Conde enfatiza que a confiança é o alicerce no mercado imobiliário. Ele explica que, ao lidar com o patrimônio de uma vida inteira, é essencial compreender que a transação vai além do aspecto financeiro; trata-se de realizar sonhos.
“Eu sempre tive muito cuidado e muita responsabilidade para entender que as pessoas não estavam transacionando apenas uma questão financeira, mas sim transacionando sonhos”, afirma.
A primeira venda a pé e a virada de chave
A persistência de Conde é ilustrada por sua primeira venda, realizada a pé após ter vendido seu carro. Ele conta que, nos primeiros seis meses no mercado, enfrentou dificuldades, vendendo poucos imóveis por falta de experiência e relacionamento. A virada ocorreu no sexto mês, quando conseguiu vender sete imóveis em um único mês, um marco que lhe proporcionou o sustento e o impulso para continuar.
Ele recorda de trabalhar em uma barraca em frente à casa dos pais, no Lago Norte, nos finais de semana e feriados, identificando esses períodos como ideais para o contato com os clientes. Naquela época, sem internet, a atualização sobre o mercado dependia de anúncios em jornais como o Jornal de Brasília.
“Teve uma época em que precisei mostrar o mesmo imóvel mais de 100 vezes para conseguir vendê-lo”, relata, exemplificando a dedicação necessária para superar as adversidades.
O mercado imobiliário do DF em 2026
Conde mantém uma visão otimista sobre o mercado imobiliário do Distrito Federal, citando o ditado popular “Quem compra terra não erra”. Ele descreve o setor como cíclico, mas com tendência de valorização, especialmente em Brasília, devido ao fluxo constante de pessoas atraídas pela política e pelas trocas governamentais.
Regiões como Samambaia, Taguatinga, Riacho Fundo e Recanto das Emas são apontadas como áreas com grande potencial. “No Distrito Federal, de forma geral, quem compra imóveis nunca perde”, conclui.
Atuação social e o propósito de servir
Paralelamente à carreira profissional, Daniel Conde dedica-se ao voluntariado e a projetos sociais, influenciado por sua formação religiosa. Ele já atuou em diversas comunidades carentes e instituições, desenvolvendo um profundo entendimento das realidades sociais enfrentadas pela população.
“Nas nossas ações sociais e voluntárias, nós não estamos apenas entregando algo para as pessoas, nós estamos recebendo. Isso vale para tudo o que fazemos, tanto no social quanto no empreendedorismo”, reflete Conde. Ele acredita que o ato de dar é o que gera o recebimento, um princípio que aplica tanto em seus negócios quanto em sua vida pessoal.
O convite para a vida pública
Recentemente, Daniel Conde aceitou o convite da senadora Damares Alves para ingressar na política, tornando-se pré-candidato a deputado distrital pelo partido Republicanos. Após mais de duas décadas recebendo convites, ele decidiu que era o momento de servir ao Distrito Federal, movido por um propósito de dar continuidade ao seu trabalho social e empresarial.
“Acredito que existem duas formas de as pessoas irem para a política: por interesse ou por propósito. No meu caso, estou indo por um propósito de vida”, declara Conde, demonstrando seu compromisso com a população do DF.
O agronegócio e a contribuição para o DF
O Distrito Federal é um polo relevante na produção de hortifrúti, beneficiado por condições climáticas favoráveis. Daniel Conde também atua no agronegócio, um setor pujante na região. A história de sua família política no cultivo de soja no Cerrado, desde a década de 1970, em parceria com a Embrapa e a Emater, demonstra a vocação agrícola do DF e a importância da inovência para o desenvolvimento do setor.
