Pesquisa de 2026 revela que o sonho da casa própria resiste apesar dos desafios econômicos no Brasil
Apesar de um cenário de juros elevados e endividamento, a intenção de compra de imóveis no Brasil se mantém robusta em 2026. Fatores macroeconômicos positivos, como o aumento do rendimento médio mensal real, que atingiu R$ 3.367 em 2025 segundo o IBGE, impulsionam esse desejo. A pesquisa, que ouviu mais de 2 mil pessoas em 221 cidades, foi realizada com apoio técnico do Secovi-SP e correalização do Sesi.
O levantamento indica que uma parcela significativa dos brasileiros está em busca ativa por um imóvel. Destes interessados, 14% já realizam buscas, com 9% utilizando a internet e 5% efetuando visitas presenciais. A maioria dos potenciais compradores planeja concretizar o negócio no médio prazo, demonstrando um planejamento financeiro consistente.
Os dados da pesquisa mostram que 29% dos entrevistados pretendem fechar negócio em até um ano, enquanto 39% visam um período de um a dois anos, e 32% planejam a compra em mais de dois anos. Essa diversidade de prazos reflete diferentes estratégias e capacidades financeiras entre os interessados.
Entre as preferências residenciais, casas de rua lideram a lista, sendo a escolha de 47% dos participantes. Apartamentos aparecem em seguida, com 35% das respostas. Casas em condomínio fechado (14%) e terrenos (4%) completam o quadro de opções mais procuradas.
A moradia própria continua sendo o principal objetivo da aquisição, citado por 83% dos entrevistados. Sair do aluguel é a motivação mais forte para 38% dos que buscam um imóvel, seguido pelo desejo de sair da casa dos pais, mencionado por 12%.
O interesse em adquirir imóveis como forma de investimento também se destaca, com 13% dos entrevistados indicando essa finalidade, especialmente voltada para o mercado de locação. O programa Minha Casa, Minha Vida é apontado como um fator crucial para sustentar essa intenção de compra, especialmente entre famílias de média renda.
