O Brasil vive um momento de alta popularidade internacional, refletindo diretamente no aquecido mercado imobiliário do país. Regiões como a Zona Sul do Rio de Janeiro e o litoral de Santa Catarina têm se destacado pelo aumento expressivo na busca por imóveis por parte de compradores estrangeiros nos últimos anos. Essa tendência vai além da simples aquisição de uma moradia, sendo cada vez mais encarada como uma oportunidade de investimento.
O fluxo de visitantes estrangeiros atingiu um recorde em 2025, com 9,2 milhões de turistas. Os primeiros cinco meses de 2026 já registraram 4,9 milhões, demonstrando a força do setor. Esse cenário, impulsionado pela busca por estadias no país especialmente após a pandemia, tem gerado um interesse considerável em imóveis, com alguns compradores vendo a aquisição como um investimento.
Cidades brasileiras atraem compradores estrangeiros
Em metrópoles como Rio de Janeiro e Florianópolis, o período pós-pandemia foi marcado por uma procura maior por imóveis. Esse interesse é particularmente forte entre profissionais que adotaram o trabalho remoto (home office) e os chamados nômades digitais. Para se adaptar a essa nova demanda, o Rio de Janeiro, por exemplo, lançou em 2021 um programa específico para atrair esse perfil de profissional.
Mercado imobiliário registra alta em vendas
Os avanços nas vendas imobiliárias são notados principalmente em empreendimentos compactos recém-lançados. Em bairros nobres como Ipanema e Leblon, no Rio de Janeiro, pesquisas indicam que aproximadamente 30% dessas unidades compactas foram comercializadas para compradores estrangeiros. Essa informação foi compartilhada pelo presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio), Claudio Hermolin, conforme reportado pela Reuters.
Impactos do turismo no mercado imobiliário
A crescente demanda por imóveis, impulsionada pelo turismo e pela busca de nômades digitais, tem gerado efeitos colaterais no mercado. Um dos principais é a pressão de alta nos preços dos aluguéis. Esse fenômeno já levanta discussões sobre a necessidade de regulamentações específicas para o setor, buscando equilibrar os benefícios do investimento com o acesso à moradia para a população local.
