Bairro planejado de R$ 10 bilhões desafia o luxo vertical de Balneário Camboriú com visão de subúrbio americano

Bairro planejado de R$ 10 bilhões surge como alternativa de mercado imobiliário em Santa Catarina

Um empreendimento de R$ 10 bilhões está redefinindo o cenário imobiliário no litoral norte de Santa Catarina. O Colinas de Camboriú, situado em Camboriú e a poucos minutos de Balneário Camboriú, está entrando em uma nova fase em 2026 com planos de R$ 500 milhões em lançamentos. O projeto se inspira no modelo de subúrbio americano, contrapondo-se à tendência de verticalização de sua vizinha famosa.

Enquanto Balneário Camboriú se destaca por seus arranha-céus e apartamentos de alto padrão, o Colinas de Camboriú propõe um caminho distinto. O plano urbanístico inclui casas, edifícios de até 16 andares, infraestrutura com fiação subterrânea, praças, uma escola e estabelecimentos comerciais e de serviços. Tudo isso integrado a uma vasta área de Mata Atlântica preservada com 400.000 metros quadrados.

Desde o início das vendas comerciais em maio de 2019, mais de 90% dos 796 lotes disponíveis foram comercializados. Os terrenos, que na época custavam cerca de R$ 328.000, hoje alcançam valores próximos a R$ 1,5 milhão, representando uma valorização superior a 400% em menos de sete anos.

Visão de longo prazo molda o empreendimento histórico

A origem do Colinas de Camboriú remonta a mais de cinco décadas, quando o pai dos atuais sócios, Luian Silvestre e Aujor Fernandes Silvestre Filho, adquiriu a vasta área. Naquele período, a região não era considerada urbana ou residencial. Luian Silvestre, sócia-administradora do Colinas de Camboriú, compartilha a visão pioneira de seu pai. “Tudo começou com a visão do nosso pai há mais de 50 anos, quando as pessoas chamavam ele de louco porque ele estava adquirindo áreas onde ninguém vislumbrava habitação ou urbanização”, relatou Silvestre.

A família manteve o controle do terreno por décadas, observando o crescimento de Balneário Camboriú e Camboriú, a consolidação da BR-101 como eixo regional e a formação da Várzea do Ranchinho como a última grande área disponível entre as duas cidades.

Janela geográfica e oportunidade de mercado

A localização estratégica do empreendimento, a aproximadamente 5 quilômetros da orla de Balneário Camboriú, combina acessibilidade urbana com um distanciamento planejado do adensamento vertical da praia. Luian Silvestre destaca a singularidade da área. “Balneário Camboriú e Camboriú se desenvolveram e encostaram nessa área. Era o único espaço que sobrou para se fazer uma smart city ou um bairro planejado”, explicou.

O caminho até o lançamento do projeto exigiu anos de licenciamento ambiental e parcerias que não se concretizaram, demandando paciência e gestão estratégica para a preservação das margens e do controle do empreendimento.

Novos lançamentos impulsionam R$ 500 milhões em investimentos para 2026

Com a infraestrutura já implementada e a maior parte da área fundiária vendida, o foco agora se volta para o desenvolvimento vertical e de uso misto sobre os lotes adquiridos. Os R$ 500 milhões previstos em lançamentos para 2026 abrangerão residências, edificações de baixa altura, unidades comerciais, serviços e iniciativas voltadas à educação e ao bem-estar.

O Valor Geral de Vendas (VGV) total projetado de R$ 10 bilhões posiciona o Colinas de Camboriú como um dos maiores empreendimentos imobiliários em atividade no Sul do Brasil. Este modelo busca provar a existência de demanda qualificada para um conceito urbano horizontal e planejado em uma das regiões de maior valorização imobiliária do país, com a preservação ambiental servindo como um diferencial competitivo.

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