O bairro de R$ 10 bi que rivaliza com Balneário Camboriú
Um ambicioso projeto imobiliário em Camboriú, Santa Catarina, promete redefinir o cenário do litoral norte. O Colinas de Camboriú, um bairro planejado com Valor Geral de Vendas (VGV) projetado em R$ 10 bilhões, surge como um contraponto direto ao modelo de arranha-céus que domina sua vizinha mais famosa. Com foco em um estilo de vida mais horizontal e integrado à natureza, o empreendimento entra em uma nova fase em 2026, com R$ 500 milhões em lançamentos programados.
Enquanto Balneário Camboriú se consolida com sua paisagem vertical, o Colinas de Camboriú adota uma estratégia distinta. O projeto prioriza casas, edifícios de até 16 andares, e uma infraestrutura completa que inclui fiação subterrânea, praças, escola, comércio e serviços, tudo isso abraçando 400.000 metros quadrados de Mata Atlântica preservada. Essa abordagem inovadora tem atraído um interesse significativo do mercado.
Uma visão de longo prazo
A história do Colinas de Camboriú remonta a mais de cinco décadas, quando a área foi adquirida pelo pai dos atuais sócios, Luian Silvestre e Aujor Fernandes Silvestre Filho. Na época, a região era vista como um ativo de longo prazo, longe do desenvolvimento urbano que viria a caracterizar a área.
«Tudo começou com a visão do nosso pai há mais de 50 anos, quando as pessoas chamavam ele de louco porque ele estava adquirindo áreas onde ninguém vislumbrava habitação ou urbanização», afirma Luian Silvestre, sócia-administradora do Colinas de Camboriú.
Essa persistência e visão estratégica permitiram que a família preservasse o terreno, que se tornou um dos últimos espaços de grande escala disponíveis entre Balneário Camboriú e Camboriú. A valorização da região e a consolidação da BR-101 como um eixo estruturante regional criaram a oportunidade perfeita para o desenvolvimento do projeto.
O diferencial do Colinas de Camboriú
A localização estratégica do empreendimento, a cerca de 5 quilômetros da orla de Balneário Camboriú, oferece o equilíbrio ideal entre acesso facilitado e um distanciamento do adensamento vertical da praia. A área, situada na Várzea do Ranchinho, a aproximadamente 30 metros acima do nível do mar, era o único espaço remanescente de grande porte.
O projeto foi concebido com um forte componente de sustentabilidade e qualidade de vida. A preservação de quase metade da área total como Mata Atlântica não é apenas um diferencial de mercado, mas também uma barreira regulatória. A infraestrutura planejada, com fiação subterrânea e ampla área verde, visa criar um ambiente urbano harmonioso e funcional.
Resultados e projeções
Desde o início das vendas comerciais em maio de 2019, mais de 90% dos 796 lotes disponíveis foram vendidos. Os terrenos, que na época custavam cerca de R$ 328.000, hoje são negociados próximos de R$ 1,5 milhão, representando uma valorização superior a 400% em menos de sete anos. Este desempenho expressivo demonstra a forte demanda por um modelo de bairro planejado e horizontal na região.
Para 2026, a expectativa é de R$ 500 milhões em novos lançamentos. Estes contemplam uma diversificação de uso, incluindo residências, unidades comerciais, serviços e projetos voltados à educação e bem-estar. O VGV total projetado de R$ 10 bilhões posiciona o Colinas de Camboriú como um dos maiores empreendimentos imobiliários do Sul do Brasil.
Um novo modelo para o mercado
O Colinas de Camboriú se apresenta como uma tese clara para o mercado imobiliário: existe uma demanda qualificada por um modelo urbano planejado e mais horizontal, mesmo em uma das regiões de maior valorização imobiliária do país. A próxima fase do projeto testará se o conceito de subúrbio planejado, com preços comparáveis aos de Balneário Camboriú, encontrará compradores dispostos a abraçar essa alternativa.
