Inadimplência no aluguel sobe pelo terceiro mês seguido em julho

Inadimplência no aluguel sobe pelo terceiro mês seguido

A inadimplência no aluguel residencial no Brasil registrou um novo aumento em julho, marcando o terceiro mês consecutivo de elevação. A taxa alcançou 6,18%, de acordo com o Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA) da Loft, empresa do setor imobiliário. Apesar do avanço, o índice permanece abaixo do pico histórico de 7,0%, observado em julho de 2024.

O indicador, que consolida informações de cerca de 500 mil contratos, aponta que a taxa subiu de 5,89% em junho para 6,18% em julho, após registrar 5,8% em maio. O cenário atual é influenciado por fatores como reajustes salariais recentes e a desaceleração da inflação, que têm ajudado a conter um crescimento mais acentuado da inadimplência.

Desafios e fatores de contenção

Embora os juros elevados pressionem o orçamento das famílias, a resiliência do mercado de trabalho e programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola, têm contribuído para manter a inadimplência em patamares controlados quando comparada a períodos anteriores. Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, destaca que esses elementos sustentam os níveis atuais.

Avanço em todas as regiões e estados em destaque

A elevação da inadimplência em julho foi observada em todas as regiões do país. No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a taxa subiu de 7,1% para 7,2%. Na região Sudeste, o índice passou de 6,0% para 6,3%. Já no Sul, a taxa avançou de 5,5% para 5,8%.

Entre os estados, Minas Gerais continua apresentando a maior taxa de inadimplência, atingindo 7,4%. São Paulo vem em seguida com 6,2%, seguido pelo Rio Grande do Sul (6,1%), Santa Catarina (6,0%) e Paraná (5,3%). Em contraste, estados como Espírito Santo (4,4%) e Rio de Janeiro (4,9%) registraram os menores índices de atraso no pagamento de aluguéis.

Perspectivas e evolução do índice

O Índice de Inadimplência de Aluguéis da Loft monitora mensalmente a situação dos pagamentos, fornecendo um panorama importante para o mercado imobiliário e para os locatários. A continuidade da tendência de alta, mesmo que abaixo dos picos históricos, reforça a necessidade de atenção contínua dos agentes envolvidos no setor.

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