Índice de Demanda Imobiliária aponta protagonismo do Centro-Oeste no mercado de alto padrão, com capital federal na ponta e Goiânia em ascensão
Brasília se consolida como líder nacional no mercado de imóveis de luxo pelo segundo trimestre consecutivo, superando São Paulo, que agora ocupa a vice-liderança. A capital federal registra um desempenho notável no Índice de Demanda Imobiliária (IDI-Brasil), divulgado nesta terça-feira (12), evidenciando o fortalecimento do Centro-Oeste no segmento de alto padrão. Os dados do primeiro trimestre de 2026 indicam uma pulverização do mercado imobiliário, com cidades médias fora dos grandes centros tradicionais também apresentando crescimento.
O levantamento, realizado pelo Ecossistema Sienge, CV CRM e Grupo Prospecta em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), posiciona Goiânia em terceiro lugar no ranking, consolidando a força do Centro-Oeste na demanda por imóveis de luxo. Este segmento é voltado para famílias com renda superior a R$ 24 mil mensais e imóveis a partir de R$ 811 mil.
Enquanto Brasília mantém sua posição de destaque, São Paulo assume a segunda colocação, ultrapassando Fortaleza. A capital cearense, que caiu para a 6ª posição, apresentou uma queda em seu indicador de Demanda Direta e no ritmo de venda de imóveis. No entanto, o IDI-Brasil ressalta que Fortaleza ainda possui um dos mais altos índices de atratividade para lançamentos com menos de 12 meses, indicando um mercado de novos empreendimentos aquecido.
Gabriela Torres, gerente executiva de Dados e Inteligência do Ecossistema Sienge, atribui o desempenho de Brasília à estabilidade da renda do funcionalismo público. Já Goiânia ganha força pelo seu dinamismo econômico crescente, fator que impulsionou seu resultado no IDI. Torres destaca que este movimento sinaliza uma mudança estrutural no comportamento do mercado, com a demanda se consolidando em locais onde as pessoas de fato buscam imóveis.
“A leitura de onde a demanda de fato está se consolidando vai além de acompanhar tendências. Ela traz clareza sobre onde as pessoas realmente estão buscando imóveis”, afirma Gabriela Torres.
O ranking do alto padrão no primeiro trimestre de 2026 é composto por: Brasília (DF) em 1º lugar, São Paulo (SP) em 2º, Goiânia (GO) em 3º, Curitiba (PR) em 4º, Rio de Janeiro (RJ) em 5º, Fortaleza (CE) em 6º, Porto Belo (SC) em 7º, Belo Horizonte (MG) em 8º, São Luís (MA) em 9º e Florianópolis (SC) em 10º.
Cidades médias ganham espaço no padrão médio e econômico
No segmento de médio padrão, que abrange famílias com renda entre R$ 12 mil e R$ 24 mil e imóveis entre R$ 575 mil e R$ 811 mil, São Paulo, Curitiba, Goiânia e Brasília mantiveram as quatro primeiras posições. Contudo, cidades médias fora dos grandes eixos metropolitanos mostram ascensão. Maringá (PR) subiu dez posições, alcançando o quinto lugar, e Itajaí (SC) avançou da 13ª para a sexta posição, ambas atingindo nível máximo no indicador de demanda direta.
O padrão econômico, para famílias com renda entre R$ 2 mil e R$ 12 mil, apresenta maior estabilidade. Fortaleza lidera pelo terceiro trimestre consecutivo, seguida por São Paulo, Curitiba e Goiânia. Brasília subiu para a quinta posição, impulsionada pela busca ativa por imóveis.
José Carlos Martins, presidente do Conselho Consultivo da CBIC, ressalta a importância dos resultados do IDI para o setor.
“Ele nos mostra qual é a melhor cidade para lançar e onde há mais oportunidade”, afirma José Carlos Martins.
O IDI-Brasil avalia a atratividade de cidades brasileiras para novos projetos imobiliários com base em seis indicadores principais, incluindo demanda, dinâmica econômica e oferta, resultando em um ranking de 0,000 a 1,000.
