Inteligência artificial otimiza análise documental e organização de informações imobiliárias no Brasil, reduzindo burocracia, atrasos e riscos em negociações.
A digitalização do setor imobiliário brasileiro está focando em etapas cruciais das negociações, como a análise de documentos e a organização de dados sobre imóveis. O objetivo é combater a fragmentação e a burocracia existentes, utilizando soluções de inteligência artificial para diminuir atrasos e incertezas para todas as partes envolvidas. Dados da Kenlo apontam que aproximadamente 7% das vendas de imóveis são inviabilizadas por questões documentais descobertas tardiamente, e cerca de 40% das matrículas imobiliárias possuem ônus ou pendências jurídicas que exigem análise especializada.
A dispersão de informações sobre um mesmo imóvel, anunciando com preços e descrições variadas em diferentes plataformas, também é um desafio histórico. Essa falta de clareza dificulta a decisão dos compradores e compromete a eficiência das transações. A inteligência artificial surge como ferramenta estratégica para organizar grandes volumes de dados, automatizar análises e proporcionar maior transparência durante os processos de compra, venda ou locação.
Iniciativas como a criação de bases unificadas de imóveis visam identificar e consolidar anúncios duplicados. Além disso, ferramentas para interpretação automatizada de documentos cartorários buscam acelerar análises, minimizar inconsistências e identificar riscos nas fases iniciais das negociações.
A Kenlo, com mais de 15 anos de atuação, tem reestruturado sua operação com base em inteligência artificial e ciência de dados. Mickael Malka, Chief AI Officer da empresa, ressalta que o diferencial não reside apenas na tecnologia, mas na qualidade e profundidade dos dados históricos que alimentam os modelos. “O diferencial não está apenas no uso da inteligência artificial, mas na qualidade e profundidade dos dados que alimentam esses modelos. São anos de comportamento real do mercado imobiliário, permitindo uma leitura mais precisa da jornada de compra e locação”, afirma Malka.
Essa abordagem alinha-se a uma tendência global, onde a IA deixa de ser um mero suporte para centralizar processos, análise de riscos e tomada de decisões. No mercado imobiliário, espera-se que essa evolução resulte em maior integração de informações, menor atrito operacional e maior previsibilidade. A capacidade de transformar dados dispersos em inteligência de negócio é vista como um fator chave para o aumento da eficiência e transparência em um dos setores mais importantes da economia brasileira.
