Apenas 7% das empresas alcançam conformidade global total em meio a crescentes riscos e complexidade regulatória, revela estudo

Apenas uma minoria de empresas globais atinge conformidade total, enfrentando desafios crescentes em 2026

Um estudo recente da CSC, líder em soluções de administração de negócios e conformidade, revela que apenas 7% das organizações entrevistadas relatam conformidade total em todas as suas entidades globais. A pesquisa, que ouviu 350 diretores jurídicos e profissionais seniores na Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico, investigou como as empresas lidam com a expansão internacional, a pressão regulatória e a adoção de inteligência artificial (IA).

O relatório General Counsel Barometer 2026: From Complexity to Control aponta que a maioria das organizações possui uma conformidade parcial. Mais da metade (53%) estima estar em conformidade entre 50% e 75%, enquanto outros 35% se situam entre 76% e 99%. Esses números sublinham a dificuldade em manter um padrão uniforme de compliance em escala mundial.

Diretores jurídicos também expressam baixa confiança em atender às demandas em meio à expansão global. Cerca de 44% afirmam não ter segurança quanto ao cumprimento dos requisitos de segurança de dados em diferentes jurisdições. Adicionalmente, 37% apontam desafios na entrega de serviços consistentes globalmente, refletindo a crescente complexidade do cenário regulatório.

As exigências relacionadas a beneficiários finais são apontadas como o principal risco para as operações jurídicas em 2026, segundo 47% dos entrevistados. Ian McConnel, diretor jurídico da CSC, comentou sobre o cenário:

“O ritmo das mudanças regulatórias está se acelerando globalmente, com novas estruturas surgindo em diversas jurisdições que se sobrepõem cada vez mais. De regulamentações como a DORA [Lei de Resiliência Operacional Digital] e estruturas de IA em evolução à expansão dos requisitos de beneficiário final, as equipes jurídicas estão sendo solicitadas a gerenciar uma complexidade crescente em todos os aspectos dos negócios. Isso torna significativamente mais difícil manter o ritmo e o controle.”

Em resposta a esses desafios, a modernização tecnológica e a automação continuam sendo prioridade para as equipes jurídicas em 2026. A consolidação de fornecedores de serviços e a melhoria da transparência de dados também figuram como objetivos importantes, indicando uma tendência para abordagens mais centralizadas e consistentes na gestão de entidades globais.

O uso de IA para auxiliar na conformidade e gestão de entidades também está em ascensão, com 35% das empresas já utilizando a tecnologia e outras 26% em fase de testes. No entanto, preocupações sobre a precisão e confiabilidade das informações geradas por IA persistem. A necessidade de dados organizados e de alta qualidade, sistemas legados e incertezas regulatórias são barreiras para uma adoção mais ampla.

Diante da complexidade crescente, as organizações buscam cada vez mais parceiros externos para garantir a conformidade em diferentes jurisdições. Mais de 83% dos entrevistados utilizam múltiplos fornecedores de serviços corporativos, destacando as dificuldades na gestão de operações globais em redes fragmentadas.

Thijs van Ingen, líder global de Mercado da CSC, enfatizou a necessidade de ir além da tecnologia:

“Por muito tempo, as equipes jurídicas e de conformidade se concentraram na transformação impulsionada pela tecnologia, mas há um reconhecimento crescente de que a tecnologia por si só não é suficiente. A prioridade agora é retomar o controle, aprimorando a qualidade dos dados, criando uma única fonte de verdade e encontrando o equilíbrio certo entre equipes internas e parceiros externos. As organizações que acertarem nesse ponto estarão em melhor posição para gerenciar a conformidade e apoiar o crescimento.”

A CSC oferece soluções para auxiliar organizações na gestão e conformidade de entidades globais, combinando conhecimento local, dados centralizados e tecnologia para proporcionar uma visão única e confiável das operações e o controle necessário para gerenciar riscos e impulsionar o crescimento.

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