Correios obtêm R$ 387 milhões com liquidação de terrenos e prédios históricos

Correios obtêm R$ 387 milhões com liquidação de terrenos e prédios históricos

Em uma estratégia para mitigar sua grave crise financeira, os Correios anunciaram a obtenção de R$ 387 milhões com a venda de mais de 30 imóveis. A iniciativa faz parte de um plano de reestruturação que visa cortar custos e gerar alívio para o caixa da estatal, com o objetivo ambicioso de alcançar R$ 1,5 bilhão em vendas até o final de 2026.

A estatal tem agido como uma espécie de imobiliária, acelerando a alienação de propriedades que, em muitos casos, estavam subutilizadas ou em estado de deterioração. Esses imóveis, que incluem desde terrenos a pontos comerciais e edifícios de valor histórico, representam um portfólio de 2,3 mil propriedades espalhadas pelo país.

Venda de ativos para reestruturação

O montante de R$ 387 milhões foi arrecadado nos últimos meses através de duas modalidades principais: R$ 207 milhões provieram de leilões, enquanto R$ 180 milhões foram obtidos por meio de vendas diretas para o setor público.

Entre as alienações de destaque, está o complexo operacional de Pituba, em Salvador, vendido por R$ 97,8 milhões. O imóvel, que pertencia a uma antiga sede desativada desde 2018, foi arrematado pela incorporadora Moura Dubeux para a construção de um empreendimento imobiliário. A venda, realizada por R$ 97,8 milhões, foi inferior ao laudo de avaliação original de R$ 159,3 milhões, após mais de 20 tentativas frustradas de venda.

Outro marco importante foi a venda do histórico Palácio dos Correios, na Avenida São João, em São Paulo, para a Prefeitura da cidade pelo valor de R$ 79,5 milhões. O edifício já estava cedido gratuitamente ao município desde maio do ano anterior.

A estatal afirmou que essas ações fazem parte da implementação de medidas para otimização e monetização do patrimônio imobiliário em todo o Brasil, focando na redução de custos, geração de receitas e uso mais eficiente dos ativos.

A expectativa dos Correios é atingir a meta de R$ 1,5 bilhão em vendas ao longo de 2026, uma meta que dependerá da capacidade de absorção do mercado. Atualmente, há mais R$ 403 milhões em imóveis na fila de alienação, com diversas prospecções em andamento para encontrar compradores adequados a cada perfil de propriedade.

Essas transações reforçam o compromisso da empresa com a sustentabilidade econômico-financeira e a gestão eficiente de seu portfólio imobiliário, tornando-o mais dinâmico e rentável.

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