Brasília assume liderança em imóveis de luxo e ultrapassa São Paulo

Brasília consolida liderança em imóveis de luxo e desbanca São Paulo

O mercado imobiliário brasileiro testemunha uma significativa mudança em 2026. Pelo segundo trimestre consecutivo, Brasília se firmou como a líder nacional no segmento de alto padrão, superando até mesmo a tradicional força de São Paulo. Este avanço, conforme revelado pelo Índice de Demanda Imobiliária (IDI-Brasil), consolida a ascensão do Centro-Oeste como um polo de atração para imóveis de luxo, um movimento que vai além das capitais tradicionais.

O estudo, realizado pelo Ecossistema Sienge, CV CRM e Grupo Prospecta em parceria com a CBIC, aponta para uma pulverização da demanda, com cidades médias ganhando destaque. No alto padrão, que abrange famílias com renda superior a R$ 24 mil mensais e imóveis a partir de R$ 811 mil, Brasília lidera com folga, seguida por São Paulo. Goiânia também mostra força, alcançando a terceira posição, o que reforça o protagonismo da região Centro-Oeste.

O que impulsiona o mercado de alto padrão em Brasília?

A liderança de Brasília no mercado de alto padrão é atribuída à estabilidade da renda proveniente do funcionalismo público. Esse fator garante uma demanda consistente e robusta, essencial para a sustentação de empreendimentos de luxo.

São Paulo, embora tenha caído para a segunda posição, ainda demonstra força no segmento. Fortaleza, antes destacada, agora figura na sexta colocação, com queda na demanda direta e no ritmo de vendas, apesar de manter atratividade em lançamentos.

Goiânia: a ascensão do Centro-Oeste

Goiânia subiu para a terceira posição no ranking do alto padrão, impulsionada pelo dinamismo econômico crescente da cidade. A forte velocidade de absorção de lançamentos e a alta procura ativa por imóveis consolidam o Centro-Oeste como epicentro da demanda de luxo.

Gabriela Torres, gerente executiva de Dados e Inteligência do Ecossistema Sienge, destaca que este movimento representa uma mudança estrutural no comportamento do mercado. “A leitura de onde a demanda de fato está se consolidando vai além de acompanhar tendências. Ela traz clareza sobre onde as pessoas realmente estão buscando imóveis”, afirma.

Outras cidades em destaque no alto padrão

A lista das 10 maiores do ranking de alto padrão também registrou a entrada notável de São Luís (MA), que avançou da 26ª para a 9ª posição, impulsionada pela aceleração nas vendas de imóveis disponíveis.

Ranking do alto padrão no 1° trimestre de 2026:

  • 1° Brasília (DF): 0,880
  • 2° São Paulo (SP): 0,857
  • 3° Goiânia (GO): 0,750
  • 4° Curitiba (PR): 0,722
  • 5° Rio de Janeiro (RJ): 0,719
  • 6° Fortaleza (CE): 0,706
  • 7° Porto Belo (SC): 0,685
  • 8° Belo Horizonte (MG): 0,609
  • 9° São Luís (MA): 0,599
  • 10° Florianópolis (SC): 0,597

O mercado de médio padrão e a descentralização

No segmento de médio padrão, voltado para famílias com renda entre R$ 12 mil e R$ 24 mil, o cenário também aponta para uma descentralização. São Paulo, Curitiba, Goiânia e Brasília mantiveram as quatro primeiras posições, mas cidades médias fora dos grandes eixos metropolitanos ganham força.

Maringá (PR) subiu dez posições, alcançando o quinto lugar, e Itajaí (SC) avançou da 13ª para a sexta posição, ambas com nível máximo no indicador de demanda direta. Esse movimento reflete uma busca por cidades com melhor qualidade de vida, dinamismo econômico e preços mais competitivos.

Ranking do médio padrão no 1° trimestre de 2026:

  • 1° São Paulo (SP): 0,836
  • 2° Curitiba (PR): 0,785
  • 3° Goiânia (GO): 0,773
  • 4° Brasília (DF): 0,711
  • 5° Maringá (PR): 0,677
  • 6° Itajaí (SC): 0,658
  • 7° Belo Horizonte (MG): 0,658
  • 8° Rio de Janeiro (RJ): 0,648
  • 9° Fortaleza (CE): 0,639
  • 10° Porto Belo (SC): 0,581

Estabilidade e crescimento no padrão econômico

O segmento econômico, para rendas entre R$ 2 mil e R$ 12 mil, mostra maior estabilidade, com Fortaleza liderando pelo terceiro trimestre consecutivo, seguida por São Paulo, Curitiba e Goiânia. Brasília subiu para a quinta posição, registrando o maior crescimento na busca ativa.

Aracaju (SE) e Belo Horizonte (MG) também entraram no grupo das dez cidades mais atrativas neste segmento. Gabriela Torres ressalta que o mercado em 2026 está mais sensível às mudanças econômicas e ao comportamento da demanda, respondendo rapidamente a um ambiente dinâmico.

Ranking do padrão econômico no 1° trimestre de 2026:

  • 1° Fortaleza (CE): 0,884
  • 2° São Paulo (SP): 0,875
  • 3° Curitiba (PR): 0,859
  • 4° Goiânia (GO): 0,808
  • 5° Brasília (DF): 0,787
  • 6° Salvador (BA): 0,706
  • 7° Aracaju (SE): 0,705
  • 8° Belo Horizonte (MG): 0,698
  • 9° Recife (PE): 0,677
  • 10° Rio de Janeiro (RJ): 0,630

O Índice de Demanda Imobiliária (IDI-Brasil) avalia a atratividade de cidades brasileiras para novos projetos, considerando seis indicadores chave. O estudo oferece uma visão estratégica para investidores e empresas do setor, auxiliando na tomada de decisões baseadas em dados concretos e no comportamento real do mercado.

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