Mercado imobiliário aposta em Corumbá de Goiás e acelera desenvolvimento da Rota dos Pireneus

O turismo em Corumbá de Goiás deixou de ser apenas um atrativo para visitantes e assumiu o protagonismo no direcionamento do mercado imobiliário local. A cidade, reconhecida por suas belezas naturais, como cachoeiras, seu patrimônio histórico e a proximidade com Pirenópolis, está vivenciando uma nova onda de desenvolvimento. Este avanço é impulsionado pela chegada de empreendimentos imobiliários focados em segunda moradia, aluguel por temporada e investimentos de longo prazo.

O empreendimento Salto Imperial, o primeiro condomínio horizontal de alto padrão no município, é um marco dessa transformação. Desenvolvido pela ABL Prime em parceria com a Trinus.co, o projeto já alcançou a venda de aproximadamente 70% de seus 649 lotes e tem previsão de entrega para abril de 2027. Durante sua construção, o Salto Imperial gerou entre 200 e 250 empregos diretos e indiretos, evidenciando seu impacto socioeconômico.

O nascer de um novo conceito imobiliário

Segundo Robério Siquiero, gestor comercial da ABL Prime, a concepção do Salto Imperial remonta a 2016, período em que a empresa identificou um potencial inexplorado na região. A visão era integrar o atrativo turístico do Salto Corumbá com a oferta de moradias secundárias. “O proprietário da área tinha o sonho de unir o turismo do Salto Corumbá à segunda moradia”, explica Siquiero.

O desenvolvimento do conceito do empreendimento envolveu a colaboração com o próprio município na criação de uma legislação específica para permitir esse tipo de condomínio na área. Naquela época, Corumbá de Goiás carecia de regulamentações para projetos imobiliários dessa natureza. O processo foi extenso, incluindo a elaboração de um masterplan, estudos técnicos aprofundados, adequações urbanísticas e compensações ambientais significativas, culminando na aprovação integral do projeto em 2023.

Entre as ações de responsabilidade ambiental, destaca-se a aquisição de uma área em Terra Ronca destinada exclusivamente à preservação ambiental, demonstrando o compromisso com a sustentabilidade na região.

Turismo como motor do mercado imobiliário

A escolha estratégica de Corumbá de Goiás para receber tais empreendimentos não foi aleatória. A cidade apresenta um conjunto de fatores altamente valorizados pelo mercado imobiliário contemporâneo: natureza exuberante e preservada, clima serrano agradável, presença de vinícolas, produção local de queijos artesanais, e uma localização privilegiada com fácil acesso às capitais federal e goiana.

A apenas cerca de 90 quilômetros de Brasília, a região tem atraído um público em busca de maior qualidade de vida, sem, contudo, abrir mão da conectividade e do acesso à infraestrutura urbana. O perfil predominante dos compradores reflete essa tendência, com cerca de 70% sendo moradores de Brasília e 30% vindos de Goiânia. Muitos destes profissionais atuam em regime de home office ou como nômades digitais.

Um segmento crescente de compradores busca em Corumbá de Goiás uma oportunidade de investimento com geração de renda através de locações de curta temporada. “O comprador olha para duas coisas: qualidade de vida e geração de renda. Muitos querem construir um chalé ou uma cabana para aproveitar com a família e alugá-la quando não estiverem usando”, detalha Siquiero.

Expansão da vitivinicultura e ecoturismo moldam o perfil

A expansão da vitivinicultura na Rota dos Pireneus tem sido um fator adicional na atração de novos públicos e na diversificação do turismo local. O clima ameno da serra, combinado com as experiências oferecidas por vinícolas e queijarias, tem atraído visitantes em busca de vivências ligadas ao enoturismo e ao ecoturismo.

“A expansão da vitivinicultura na Rota dos Pireneus também ajudou a mudar o perfil do turismo local. Muita gente foi atraída pelas vinícolas, pelas queijarias e pelo clima da serra. É um ambiente completamente diferente para quem procura experiências ligadas ao vinho e ao ecoturismo.”

Essa movimentação em Corumbá de Goiás espelha uma tendência nacional de valorização de regiões turísticas. Localidades como Espírito Santo do Pinhal (SP), Vale dos Vinhedos (RS) e Chapada Diamantina (BA) experimentaram expressivo crescimento imobiliário após a consolidação do turismo de experiência e do enoturismo.

Na Rota dos Pireneus, este processo encontra-se em estágio inicial. Em 2016, as negociações eram dominadas por chácaras rurais, com valores entre R$ 80 e R$ 200 por metro quadrado. Atualmente, lotes em condomínios estruturados variam significativamente, atingindo entre R$ 350 e R$ 1.200 por metro quadrado. No Salto Imperial, a valorização já supera 70% desde o lançamento.

Robério Siquiero aponta que, enquanto o metro quadrado em Corumbá gira em torno de R$ 500, em Pirenópolis empreendimentos chegam a R$ 1.500 e R$ 2.000 por metro quadrado. “Existe uma curva de valorização muito grande pela frente”, prevê.

Corumbá como alternativa a Pirenópolis

Corumbá de Goiás tem se consolidado como uma alternativa estratégica para investidores, especialmente diante das limitações urbanísticas enfrentadas por Pirenópolis na aprovação de novos empreendimentos. “Pirenópolis tem enorme potencial turístico, mas enfrenta dificuldades para aprovar novos empreendimentos. Corumbá apareceu como essa alternativa”, afirma Siquiero.

O sucesso do lançamento do Salto Imperial abriu os olhos de outros incorporadores, que agora também direcionam seu olhar para a cidade, prometendo um futuro de ainda maior dinamismo para o setor imobiliário local.

Impacto econômico e social além da construção

O empreendimento Salto Imperial transcende o impacto no mercado imobiliário, com potencial para redefinir a dinâmica econômica de Corumbá de Goiás. Com a ocupação total do condomínio, estima-se a chegada regular de cerca de duas mil pessoas, um número significativo para um município com aproximadamente 20 mil habitantes.

Essa nova população representa um impulso direto para o comércio local, a contratação de serviços de manutenção, o aquecimento do setor de gastronomia e a movimentação geral da economia. Além disso, a construção das 649 casas previstas no condomínio gerará uma nova cadeia de empregos e oportunidades.

O crescente interesse de empresários dos setores de gastronomia, hospedagem e lazer sinaliza a atração de novos investimentos para Corumbá, impulsionados pela projeção econômica do município.

Segunda moradia: a principal demanda

A expectativa da ABL Prime é que a maioria dos proprietários, entre 80% e 85%, utilize seus imóveis em Corumbá de Goiás como segunda moradia para fins de semana e férias, ou para locação de curta duração através de plataformas digitais. Apenas uma pequena parcela, entre 15% e 20%, deve utilizá-los como residência principal.

O crescimento de plataformas como o Airbnb tem incentivado a busca por imóveis que combinem lazer e a possibilidade de gerar renda passiva. “A pessoa compra para aproveitar, mas também percebe o potencial econômico da região.”

Como um benefício adicional e para fortalecer a integração entre o condomínio e um dos principais atrativos turísticos da cidade, os compradores recebem um passaporte com acesso ao Parque Salto Corumbá durante cinco anos.

Planos de expansão e futuro promissor

O desempenho comercial positivo do Salto Imperial motivou a ABL Prime a planejar um segundo empreendimento na região, adjacente ao primeiro. Este novo projeto, ainda em fase de aprovação, beneficiará da infraestrutura já estabelecida e oferecerá vista privilegiada para a Cachoeira do Salto Corumbá. A empresa pretende protocolar o projeto ainda em 2026 e iniciar a comercialização após a obtenção das licenças necessárias.

Robério Siquiero projeta um futuro de crescimento contínuo para Corumbá de Goiás, comparando seu desenvolvimento ao de destinos turísticos consolidados como Gramado e Canela. “Acreditamos que Corumbá está iniciando esse mesmo processo. O turismo, a natureza e a qualidade de vida estão criando uma nova economia para a cidade.”

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