Santana de Parnaíba celebra liderança nacional em Educação e consolida posto de cidade mais segura do país
A 40 km da capital paulista, Santana de Parnaíba, fundada em 1580, acumula feitos inéditos ao liderar simultaneamente rankings nacionais de Educação e Segurança. A cidade conquistou o 1º lugar no eixo Educação do Ranking Connected Smart Cities 2025, desbancando grandes capitais entre 5.570 municípios avaliados. No estudo de 2024, já havia assegurado a liderança em Segurança, consolidando sua posição como referência nacional em qualidade de vida.
A plataforma Connected Smart Cities, em parceria com SPIn – Soluções Públicas Inteligentes e Scipopulis, destacou o desempenho educacional de Santana de Parnaíba. O estudo avaliou 75 indicadores em 13 áreas, incluindo economia, inovação e mobilidade. No ranking geral de 2025, o município obteve a 11ª posição entre as cidades inteligentes do país e a 4ª entre os municípios paulistas.
O êxito educacional é fruto de investimentos consistentes. A cidade inaugurou 32 novas escolas, distribuiu milhares de notebooks para alunos da rede pública e equipou todas as unidades escolares com internet de alta velocidade. A taxa de escolarização para crianças de 6 a 14 anos atingiu 97,3%, com 46,8 computadores, laptops ou tablets disponíveis para cada mil alunos na educação básica. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) alcançou 5,3 nos anos finais.
Em 2024, Santana de Parnaíba foi reconhecida como a cidade mais inteligente do Brasil no quesito Segurança pelo mesmo estudo, entre 656 municípios com mais de 50 mil habitantes. Ficou ainda em 2º lugar em Mobilidade, 5º em Economia e 6º em Governança. O Anuário 2025 Cidades Mais Seguras do Brasil a colocou em 4º lugar nacional entre municípios com mais de 100 mil habitantes, demonstrando uma ascensão notável.
A qualidade de vida se reflete no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,814, classificado como muito alto pelo PNUD. Santana de Parnaíba figura na 16ª posição nacional neste levantamento, com destaque para os componentes de renda, longevidade e educação. A cidade investe cerca de R$ 280 por morador em segurança, com um centro de controle de milhares de câmeras, iluminação LED em todas as ruas e programas de participação comunitária, como o Rede Vizinhos Protegidos. A Guarda Civil Municipal atua em colaboração com a Polícia Militar.
Um polo de desenvolvimento com dois ritmos de vida distintos
Santana de Parnaíba oferece um contraste notável entre seu centro histórico, com vestígios do século XVII e eventos culturais, e os modernos bairros planejados de Alphaville e Tamboré. Estes últimos concentram escritórios corporativos, shopping centers e infraestrutura de alta qualidade, servindo de referência em urbanismo, segurança privada e áreas verdes.
O mercado imobiliário de alto padrão é um dos mais aquecidos do país, atraindo empresas nacionais e multinacionais, especialmente nos setores de tecnologia, finanças e serviços. A região conta com unidades de hospitais renomados como o Albert Einstein e o Sírio-Libanês, além de instituições de ensino que oferecem currículos nacionais e o International Baccalaureate (IB).
O sistema de saúde local foi considerado o melhor do estado de São Paulo, segundo levantamento da Universidade de São Paulo (USP). A cidade também abriga a Reserva Biológica de Tamboré, uma unidade de conservação de 367 hectares.
Um legado histórico preservado
A história de Santana de Parnaíba remonta a 1580, com a fundação de uma capela por Suzana Dias e André Fernandes. A elevação a vila em 1625 marcou o início de expedições que expandiram a Colônia Portuguesa, com fundações como as de Sorocaba e Itu. O município foi berço de figuras históricas como o bandeirante Domingos Jorge Velho e o cientista Warwick Estevam Kerr.
O centro histórico preserva 209 casarões tombados, configurando o maior conjunto arquitetônico colonial preservado no estado de São Paulo. A origem tupi do nome Parnaíba significa “rio de pedras”. O Samba de Bumbo, ritmo afro-parnaibano, foi reconhecido em 2024 como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo IPHAN.
