Santa Catarina se consolidou em junho de 2026 no topo do mercado imobiliário residencial mais caro do Brasil. Quatro cidades do estado figuram entre as cinco primeiras posições do Índice FipeZAP, um levantamento que monitora os preços anunciados em 56 municípios brasileiros. Essa dominância reflete um cenário de alta valorização e forte demanda na região.
A lista é encabeçada por Itapema, com um preço médio de R$ 15.327 por metro quadrado. Em seguida, aparece Balneário Camboriú, com R$ 15.228. Completando o seleto grupo de municípios catarinenses entre os cinco mais caros, estão Florianópolis na quarta posição (R$ 13.365) e Itajaí em quinto lugar (R$ 13.263). A única cidade fora de Santa Catarina a figurar entre as cinco primeiras é Vitória, no Espírito Santo, que registrou R$ 15.210 por metro quadrado.
Itapema mantém a liderança e amplia vantagem
Itapema assumiu a liderança do ranking em maio de 2026, ultrapassando Balneário Camboriú por uma margem pequena. Em junho, essa diferença se ampliou, com Itapema registrando uma valorização de 0,67% no mês, elevando o metro quadrado para R$ 15.327. Balneário Camboriú, por sua vez, teve uma alta mais modesta de 0,09%, alcançando R$ 15.228. No acumulado do primeiro semestre de 2026, Itapema apresentou uma valorização de 3,15%, enquanto Balneário Camboriú registrou 1,59%. Em um período de 12 meses, as altas foram de 5,25% e 2,13%, respectivamente.
Mercado imobiliário catarinense supera a média nacional
O preço médio do metro quadrado nas 56 cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP em junho de 2026 foi de R$ 9.853. As quatro cidades catarinenses presentes no Top 5 superaram significativamente essa média. Itapema liderou essa disparidade, com uma diferença de R$ 5.474 por metro quadrado em relação à média nacional. Balneário Camboriú ficou R$ 5.375 acima, enquanto Florianópolis e Itajaí apresentaram valores R$ 3.512 e R$ 3.410 superiores, respectivamente.
Outros municípios de SC também registram valorização
Além das cidades que dominam o topo do ranking, outros municípios catarinenses como Blumenau, Joinville e São José também foram incluídos no levantamento. Blumenau apresentou um preço médio de R$ 8.073 por metro quadrado, Joinville atingiu R$ 8.272 e São José registrou R$ 9.077. Quanto ao desempenho mensal em junho, Blumenau teve uma alta de 0,65%, Itajaí avançou 0,41% e Florianópolis registrou 0,58%. Joinville apresentou um modesto aumento de 0,08%, enquanto São José permaneceu estável.
Por que Santa Catarina ocupa o topo do ranking
A proeminência de Santa Catarina no ranking dos imóveis mais caros está atrelada a diversos fatores. A forte procura por imóveis no litoral, o crescimento populacional e a expansão de empreendimentos de alto padrão são elementos chave. Cidades como Itapema, Balneário Camboriú e Itajaí se destacam pela combinação de praias paradisíacas, infraestrutura urbana desenvolvida, forte apelo turístico e proximidade com centros econômicos importantes. A oferta limitada de terrenos em áreas litorâneas, somada à verticalização e ao lançamento de edifícios com completas áreas de lazer e padrões construtivos elevados, impulsionam os preços.
A presença catarinense nas primeiras posições está relacionada à forte procura por imóveis no litoral, ao crescimento populacional, à expansão dos empreendimentos de alto padrão e aos indicadores de qualidade de vida. Santa Catarina também detém a menor taxa de homicídios do país, fator que ajuda a fortalecer a imagem do estado como destino para morar e investir.
Segurança reforça a atratividade de Santa Catarina
Para além da força do mercado imobiliário, Santa Catarina se sobressai pelos seus indicadores de segurança pública. O estado ostenta a menor taxa de homicídios do Brasil, com 5,2 casos por 100 mil habitantes, conforme dados divulgados pelo governo catarinense em março de 2026. Esse cenário de tranquilidade contribui significativamente para a qualidade de vida, tornando o estado ainda mais atraente para novos moradores, empresas e investidores.
É importante ressaltar que o Índice FipeZAP acompanha a variação dos preços de imóveis residenciais anunciados na internet. Portanto, os valores apresentados refletem o preço solicitado por proprietários e anunciantes, não necessariamente o valor final de negociação. Ainda assim, o levantamento comprova a consolidação de Santa Catarina como um dos principais mercados imobiliários do país, especialmente em suas cobiçadas cidades litorâneas.
