Metade dos imóveis no Brasil tem irregularidades na documentação

Metade dos imóveis no Brasil tem irregularidades na documentação

Uma pesquisa recente aponta que aproximadamente 50% dos imóveis no Brasil apresentam algum tipo de irregularidade em sua documentação. Essa situação, segundo dados do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, é mais comum do que se imagina e pode gerar uma série de transtornos para proprietários e compradores.

A ausência da escritura é um dos problemas mais frequentes, capaz de impedir a obtenção de financiamentos, prolongar processos de venda e causar perdas financeiras significativas. Diante desse cenário, a atuação de uma imobiliária qualificada surge como um diferencial crucial para garantir a segurança jurídica e a tranquilidade nas transações imobiliárias.

Irregularidades dificultam negociações

Graciete Rabelo de Azevedo, especialista em mercado imobiliário, destaca que o papel de uma imobiliária transcende a simples aproximação entre as partes interessadas na compra e venda de um imóvel. A função abrange desde a captação e divulgação do bem até a análise minuciosa da documentação, passando pela condução das negociações e a oferta de assessoria jurídica.

“A imobiliária é muito mais do que um intermediário. Ela atua como parceira estratégica em todas as etapas da transação: desde a captação e divulgação do imóvel, passando pela qualificação dos interessados, condução das negociações, análise documental, assessoria jurídica e acompanhamento até o registro em cartório. Na prática, uma imobiliária séria cuida de tudo aquilo que o cliente não tem tempo, conhecimento técnico ou experiência para fazer sozinho. Ela traduz a burocracia, protege os interesses de todas as partes e garante que a transação aconteça com segurança, transparência e eficiência”, explica Azevedo.

Os riscos de negociar diretamente

Apesar da tentação de evitar o pagamento de comissões, muitas pessoas optam por negociar diretamente a compra ou venda de imóveis. No entanto, Azevedo alerta que essa decisão pode aumentar consideravelmente os riscos envolvidos.

“Os riscos são muitos e podem ser financeiramente devastadores. É possível comprar um imóvel com pendências jurídicas, pagar um valor acima ou abaixo do mercado, assinar contratos que não oferecem proteção ou até perder o negócio por falhas na documentação ou no financiamento. Negociar diretamente parece economizar a comissão, mas pode custar muito mais no final”, afirma a especialista.

Imobiliária reduz riscos jurídicos

Um dos principais benefícios de contar com uma imobiliária é a garantia de segurança jurídica, que se inicia mesmo antes do processo de negociação. A análise detalhada da documentação do imóvel e de seus proprietários permite identificar prontamente quaisquer pendências que possam inviabilizar a transação.

“A segurança jurídica começa antes mesmo de o imóvel ser anunciado. Uma boa imobiliária verifica a matrícula no Cartório de Registro de Imóveis, analisa certidões, identifica possíveis restrições e acompanha a elaboração dos contratos, garantindo que prazos, responsabilidades e direitos de ambas as partes estejam claramente definidos”, detalha Azevedo.

Acompanhamento até a conclusão

Ademais, a imobiliária acompanha todas as fases do processo de transferência do imóvel, minimizando a probabilidade de surgirem imprevistos ou problemas durante a formalização da negociação e o registro em cartório.

Atendimento vai além da intermediação

A especialista ressalta que o suporte oferecido pela imobiliária se estende à orientação do comprador na escolha do imóvel mais alinhado ao seu perfil e às suas necessidades. Antes de apresentar qualquer opção, a equipe se dedica a compreender fatores essenciais como a capacidade financeira, a localização preferencial, o estilo de vida e os objetivos da compra.

“O primeiro passo é ouvir o cliente. Com um diagnóstico completo do seu perfil, conseguimos selecionar imóveis que realmente atendam às suas necessidades, economizando tempo e oferecendo alternativas alinhadas ao seu planejamento financeiro”, conclui Graciete Azevedo.

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