Financiamento de imóveis bate recorde para abril e movimenta R$ 16,9 bilhões em 2026

O financiamento de imóveis utilizando recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) registrou um marco histórico em abril de 2026, movimentando R$ 16,98 bilhões. Este volume representa o maior valor já alcançado para o mês em toda a série histórica, conforme divulgado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O resultado demonstra a resiliência e a força do crédito imobiliário em 2026, mesmo diante de um cenário de juros ainda elevados e critérios seletivos na concessão de empréstimos.

O desempenho em abril de 2026, embora 8,1% inferior a março do mesmo ano, apresentou um crescimento expressivo de 35,2% em comparação com abril de 2025. Em termos de operações, o setor viabilizou a aquisição ou construção de 55,5 mil imóveis, um aumento de 54,4% em relação ao ano anterior, consolidando a segunda maior marca para um mês de abril na série histórica e reforçando a demanda aquecida por moradia.

Mercado imobiliário em alta: números e projeções para 2026

No acumulado dos primeiros quatro meses de 2026, os financiamentos imobiliários com recursos do SBPE totalizaram R$ 59,4 bilhões, evidenciando um crescimento de 17,7% em comparação com o mesmo período de 2025. Ao todo, 180,9 mil unidades foram financiadas entre janeiro e abril, entre operações de aquisição e construção. Este avanço contínuo sinaliza um mercado imobiliário sustentado por uma demanda consistente, apesar das flutuações mensais no volume contratado.

O SBPE, uma das principais fontes de financiamento habitacional do país, utiliza os recursos captados pelas cadernetas de poupança. Ele oferece crédito imobiliário com regras específicas e desempenha um papel crucial no atendimento à classe média. A expansão do financiamento em abril também sugere que os bancos mantêm uma postura competitiva na oferta de crédito habitacional, mesmo com custos de captação mais altos, sendo a disponibilidade de financiamento um fator decisivo para sustentar lançamentos, vendas e a construção civil.

Recuperação da poupança SBPE e operações com recursos livres

Um dado adicional relevante para abril de 2026 foi a recuperação da poupança SBPE, que registrou sua primeira captação líquida positiva do ano, no valor de R$ 499 milhões. Esse resultado, em contraste com a saída líquida de R$ 4,3 bilhões em abril de 2025, é um importante sinal para o financiamento do crédito imobiliário. Com este desempenho, o saldo total das cadernetas encerrou abril em R$ 753,8 bilhões, um aumento de 0,70% em relação a março. Essa melhora na captação auxilia na recomposição da base de recursos utilizada pelos bancos para financiar imóveis via SBPE.

Por outro lado, as operações de crédito imobiliário com recursos livres apresentaram uma retração de 24,7% em relação a março, totalizando R$ 1,52 bilhão em abril. Contudo, na comparação anual com abril de 2025, houve uma leve alta de 1,2%. Essas operações seguem regras de taxa e prazo próprias, sendo mais sensíveis a custos de crédito elevados e à seletividade dos bancos, embora continuem presentes no mercado para perfis de maior renda ou imóveis de valor mais alto.

Desempenho dos bancos e o impacto no mercado

A Caixa Econômica Federal destacou-se como a principal financiadora de imóveis em abril de 2026, com R$ 9,06 bilhões contratados e 37,8 mil unidades financiadas. Na sequência, o Itaú Unibanco (ITUB4) financiou R$ 3,74 bilhões, seguido pelo Bradesco (BBDC4) com R$ 2,44 bilhões. A liderança da Caixa reforça seu papel histórico no financiamento habitacional, enquanto a participação de bancos privados demonstra a competitividade ativa no segmento.

O recorde de financiamento imobiliário em abril de 2026, segundo a Abecip, sublinha o ritmo forte do mercado habitacional brasileiro. O aumento anual no volume financiado e nas unidades atendidas aponta para uma demanda robusta. Embora oscilações mensais possam ocorrer, influenciadas por juros, renda, preços de imóveis e disponibilidade de poupança, os dados indicam um abril positivo, reforçando a relevância do crédito imobiliário na economia e no planejamento financeiro das famílias.

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