Galpões logísticos triple A no Brasil atingem ocupação máxima impulsionados pelo e-commerce e busca por eficiência

Mercado de galpões logísticos triple A no Brasil opera com vacância próxima de zero, impulsionado pelo e-commerce e eficiência

O setor de condomínios logístico-industriais de alto padrão no Brasil atingiu um patamar de ocupação próxima de zero em áreas consideradas estratégicas. Este cenário favorável é resultado direto do crescimento expressivo do e-commerce, da reconfiguração das cadeias de suprimentos e da demanda contínua de empresas por maior eficiência operacional, com instalações mais próximas dos grandes centros consumidores.

Na Fulwood, empresa especializada em galpões classificados como triple A, a taxa de ocupação alcançou 100% no primeiro trimestre de 2026. Este resultado segue uma média de 99,1% registrada ao longo de 2025, demonstrando a força e a resiliência dos ativos considerados premium. O desempenho se destaca em um contexto de maior seletividade no mercado imobiliário logístico e uma pressão crescente para a otimização de prazos de entrega e eficiência nas operações.

Mariana Schilis, sócia da Fulwood, explica que a combinação de fatores como localização privilegiada, qualidade construtiva e eficiência nas operações é a chave para manter a ocupação máxima nos ativos da companhia. Ela ressalta a importância de planejar os empreendimentos desde o início, alinhando esses elementos às necessidades reais dos clientes.

“A ocupação elevada está diretamente ligada à forma como idealizamos os ativos desde o início. Localização estratégica, padrão construtivo e eficiência operacional precisam estar alinhados para atender às demandas reais dos clientes.”

O avanço do comércio eletrônico e a necessidade de reduzir os tempos de entrega continuam a impulsionar a demanda por centros logísticos modernos e bem localizados. Nos últimos anos, empresas de varejo, operadores logísticos e indústrias têm procurado galpões que ofereçam maior eficiência energética, automação, capacidade operacional e infraestrutura adaptada às operações omnichannel.

Além das características físicas dos imóveis, a gestão ativa dos empreendimentos tem se tornado um fator cada vez mais relevante para a retenção de locatários e a minimização da vacância. Schilis enfatiza que a gestão ativa é fundamental para garantir que os ativos permaneçam ocupados.

“A gestão ativa é um fator-chave para manter os ativos ocupados.”

Embora o segmento logístico permaneça aquecido, há uma expectativa no setor de que a diferença de desempenho entre galpões premium e aqueles de padrão inferior se amplie nos próximos anos. Imóveis com localizações menos vantajosas ou infraestrutura desatualizada tendem a enfrentar maior vacância, enquanto a demanda se concentra em ativos mais modernos e próximos aos principais eixos logísticos.

Com base nessa tendência, a Fulwood planeja expandir sua área bruta locável em mais de 150 mil metros quadrados ainda em 2026. A empresa reforçará seus investimentos em polos logísticos considerados estratégicos para suas operações.

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