DF vs. Goiás: Onde o Rendimento Domiciliar é Maior em 2024? Veja o Comparativo Completo!

Em 2024, o Distrito Federal (DF) e nove estados brasileiros apresentaram um rendimento médio domiciliar por pessoa superior à média nacional, que se situou em R$ 2.069. O DF desponta na liderança, com um valor de R$ 3.444, expressivos 66% acima da média do país. Essa disparidade é, em parte, explicada pelo elevado número de servidores públicos na capital federal, cujas remunerações tendem a ser mais altas que as da iniciativa privada. A análise detalhada desses dados revela nuances importantes sobre a distribuição de renda e o poder aquisitivo entre diferentes regiões do Brasil.

O levantamento, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coloca o Maranhão na extremidade oposta, com o menor rendimento domiciliar por pessoa, registrando R$ 1.077. A diferença entre o Distrito Federal e o Maranhão é superior a três vezes (3,19). São Paulo figura em segundo lugar no ranking nacional, com um rendimento domiciliar por pessoa de R$ 2.662, segundo a Agência Brasil.

Entendendo o rendimento domiciliar per capita

O rendimento domiciliar per capita é calculado a partir da relação entre o total dos rendimentos domiciliares e o número total de moradores da unidade familiar. Este indicador engloba não apenas os salários provenientes do trabalho, mas também outras fontes de renda, como aposentadorias, pensões e benefícios governamentais. A importância deste cálculo reside na sua capacidade de fornecer uma visão mais abrangente da capacidade financeira média dos indivíduos em um determinado domicílio.

De acordo com o G1, em 2025, a renda média de todos os trabalhos no Distrito Federal alcançou R$ 5.037 mensais, um valor 56,9% superior à média nacional de R$ 3.208. São Paulo aparece em segundo lugar, com R$ 3.884, uma diferença de 29,7% em relação à capital federal. Essa distinção entre o rendimento domiciliar per capita (que considera todos os moradores) e a renda média de todos os trabalhos (focada nos ocupados) é crucial para uma análise completa.

O ranking detalhado de rendimento domiciliar per capita em 2024

As dez unidades da federação com rendimento domiciliar per capita acima da média nacional em 2024 concentram-se nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. É relevante notar que, na comparação com o ano anterior, Minas Gerais saiu do grupo dos estados com rendimento acima da média.

O ranking completo de rendimento domiciliar mensal per capita em 2024, conforme divulgado pela Agência Brasil, é:

  • 1º) Distrito Federal: R$ 3.444
  • 2º) São Paulo: R$ 2.662
  • 3º) Rio Grande do Sul: R$ 2.608
  • 4º) Santa Catarina: R$ 2.601
  • 5º) Rio de Janeiro: R$ 2.490
  • 6º) Paraná: R$ 2.482
  • 7º) Mato Grosso: R$ 2.276
  • 8º) Mato Grosso do Sul: R$ 2.169
  • 9º) Espírito Santo: R$ 2.111
  • 10º) Goiás: R$ 2.098
  • Média Brasil: R$ 2.069

Abaixo da média nacional, a lista continua com Minas Gerais (R$ 2.001) e segue até o Maranhão (R$ 1.077). A divulgação desses dados atende à Lei Complementar 143/2013, que estabelece critérios para o rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE), com as informações sendo repassadas ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Diferenças regionais e a realidade de Goiás

Ao analisar o rendimento domiciliar per capita, percebe-se uma clara divisão regional no país. Os estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul concentram a maior parte das unidades federativas com rendimentos acima da média nacional. Goiás, especificamente, figura na décima posição, com R$ 2.098, ultrapassando a média brasileira em uma margem pequena, mas significativa.

Essa posição de Goiás, embora acima da média nacional, o coloca em uma situação distinta daquela do Distrito Federal. Enquanto o DF se destaca pela alta concentração de servidores públicos e um rendimento médio que reflete essa característica, Goiás apresenta um cenário econômico mais diversificado, mas com um rendimento per capita que, embora positivo, não atinge os patamares mais elevados do país.

A questão da desigualdade de renda no DF

Apesar de liderar o ranking de renda, o Distrito Federal também enfrenta desafios significativos em relação à desigualdade de distribuição. O índice de Gini, que mede essa disparidade (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade), evidencia essa questão. Em 2024, 15,3% da população do DF vivia com renda domiciliar per capita abaixo da linha de pobreza, com 1,7% em situação de extrema pobreza. Sem os benefícios sociais, esses números saltariam drasticamente.

A desigualdade se manifesta também em marcadores raciais e de gênero. Homens brancos ocupados tinham uma média salarial de R$ 7.757, enquanto mulheres pretas ou pardas recebiam R$ 3.170. A concentração de riqueza é notória: entre os 10% com menor renda, 71,6% eram pretos ou pardos, enquanto entre os 10% mais ricos, 66% eram brancos. Essa dualidade demonstra que, mesmo em regiões com alta renda média, a distribuição equitativa ainda é um desafio a ser superado.

Considerações sobre a metodologia e o uso dos dados

É fundamental compreender que os dados divulgados pelo IBGE, como os referentes a 2024, representam uma “fotografia do ano” e são utilizados primariamente para subsidiar cálculos como o do FPE. O instituto ressalta que os valores são nominais, sem correção inflacionária, o que impede comparações diretas entre anos para análise de evolução histórica. Para estudos comparativos anuais, a série histórica completa com valores corrigidos será divulgada posteriormente.

Essa metodologia garante a precisão dos dados para os fins propostos, mas exige cautela ao interpretar tendências de longo prazo baseando-se apenas nos valores nominais. A análise da renda média no DF, por exemplo, é impactada por fatores específicos da capital, como a predominância de servidores públicos, enquanto Goiás reflete uma realidade econômica mais ampla do estado.

Fontes

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